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A febre amarela está de volta, mas rondoniense corre menos risco por causa da vacina
Rondônia, aliás, é um dos estados brasileiros onde a vacinação funcionou e, por isso mesmo, tem um dos menores índices de mortes de pessoas
A febre amarela está de volta, mas rondoniense corre menos risco por causa da vacina

“Homens aqui morrem como moscas!”. A frase é de Osvaldo Cruz, quando esteve inspecionando a situação dos operários da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, em meados de 1907. Ele se impressionou com o que chamou de “espetáculo tétrico” de tantas mortes, causadas pelo mosquito. Na grande maioria dos casos, os operários pereciam por causa da malária, mas já naquela época muitos morriam por causa da febre amarela. A doença, detectada pela primeira vez no Brasil em Pernambuco, em 1685, foi a causadora de milhares e milhares de vidas perdidas, também em nossa região. A partir de 1937, quando foi criada a vacina que imuniza o organismo contra ela, a febre amarela foi diminuindo gradualmente, até quase sumir. Mas de vez em quando reaparece, como está acontecendo agora. O último caso da doença havia sido detectado em Rondônia em 2001, ou seja, há 17 anos. Rondônia, aliás, é um dos estados brasileiros onde a vacinação funcionou e, por isso mesmo, tem um dos menores índices de mortes de pessoas, apesar de estarmos numa região perigosa como a Amazônia. Mas agora, em poucas semanas, pelo menos seis macacos foram encontrados mortos e, comprovadamente, atacados pela doença. Cinco dos registros foram no interior e um na Capital, na região do bairro Alphaville. A Secretaria Municipal de Saúde, a Semusa, iniciou nesta sexta-feira uma ação de bloqueio na área de mata, no entorno do Alphaville, na Zona Norte. Claro que não há necessidade de pânico, pois não há surto, conforme afirmou a secretária Eliana Pasini. Ela destacou que a cidade tem uma cobertura por vacina em índices muito positivos, portanto os riscos são mínimos. Mesmo que há mais de 60 anos a vacinação contra a febre amarela faça parte da rotina dos porto velhenses e dos rondonienses, contudo, é sempre bom ter cuidado, principalmente ao visitar áreas onde o mosquito transmissor possa estar vivendo e onde macacos já foram encontrados mortos.

Doenças que pareciam extintas ou sob controle estão voltando, em várias regiões do Planeta, provavelmente pela falta de cuidados e prevenção. Na África, em países mais pobres, os exemplos são múltiplos e diários. No Brasil, mesmo com a quase falência do sistema público de saúde, ainda estamos conseguindo manter as campanhas de vacinação praticamente em dia. Em nosso país, a doença reapareceu há cerca de três anos, num surto que já vitimou mais de 160 pessoas. Em Rondônia, nenhuma vítima, até agora. Certamente é o cuidado do rondoniense em se vacinar contra esse perigoso mal, é o que o tem salvado de perigosos maiores. Olho vivo, prevenção, vacina e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. E só para lembrar: quem tem mais de 60 anos e ainda não se imunizou, só deve tomar a vacina sob orientação médica.

SAI CASSOL, ENTRA CASSOL

O Senado Federal perde temporariamente um Cassol, mas ganha outro. O senador Ivo Cassol está se licenciando do cargo para tratamento de saúde e, tão logo esteja melhor, intensifica sua pré campanha como candidato ao Governo. Em seu lugar, assume o primeiro suplente, seu pai, Reditário Cassol. Nascido em 7 de abril de 1936, o patriarca dos Cassol chegou aos 82 anos com saúde e vitalidade. Reditário já assumiu o Senado entre julho e novembro de 2011. Um dos seus discursos mais polêmicos foi o que criticava o auxílio-detenção e que, no auge do debate, sugeriu o uso de chicote para presos que se recusassem a trabalhar. O atual senador licenciado e ex governador, Ivo Cassol, é o pré candidato ao Governo com melhor performance em praticamente todas as pesquisas. Ele depende ainda de decisões judiciais para ter seu nome confirmado, mas se entrar mesmo na disputa, tem grandes chances de chegar a um terceiro mandato no governo rondoniense.

O DISCURSO POLÊMICO

“Não faz sentido o governo federal premiar a família de um criminoso e deixar familiares de vítimas sem nenhuma proteção social ou financeira. É um absurdo que a família de um pai morto pelo bandido, por exemplo, fique desamparada, enquanto a família do preso que cometeu o crime receba o auxílio previdenciário de 862 reais. A pessoa condenada por crime grave deve sustentar os dependentes com o trabalho nas cadeias. Nós temos que modificar um pouco a lei aqui no nosso Brasil, de modo que venha favorecer sim as famílias honestas, as famílias que trabalham, que lutam, que pagam imposto para manter o Brasil de pé e não criar facilidade para pilantra, vagabundo, sem vergonha, que devia estar atrás da grade de noite e de dia trabalhar, e quando não trabalhasse de acordo, o chicote, que nem antigamente, voltar”. Esse foi o trecho do discurso de 2011 que mereceu aplausos da maioria dos brasileiros, mas foi esculhambado pelos defensores dos direitos humanos e de outras minorias. Como será essa nova passagem de Reditário Cassol pelo Senado?

HIPOCRISIA INFERNAL

A hipocrisia está se tornando insuportável, não só nas redes sociais, mas na vida de todos. Cada vez pior. Nessa semana, num jogo da Copa, o narrador Galvão Bueno, de brincadeira, falando na linguagem malandra do futebol, sugeriu que um atacante da Rússia, no jogo de abertura da Copa, continuasse na jogada, mesmo impedido, porque “o juiz poderia não ver!”. Não devia ter dito isso, até para não incentivar atitudes erradas e ir contra o fair play no esporte? Não devia. Pisou na bola. Mas tentar crucificá-lo por isso, aí já é demais! Nas redes sociais, os santos, aqueles que não pecam, aqueles que só estão neste Planeta para ensinarem aos outros como devem viver e agir corretamente; os bons e os justos, que não furam filas; que não tomam vagas de velhinhos; que não estão se lixando para os deficientes, que não querem ser os donos do trânsito e, professores da vida alheia, só querem nos ensinar como devemos pensar; como os Galvões Buenos devem ser espancados por causa de um erro, esses “anjos”, partiram para comentários ácidos, críticos, exigindo quase que o velho narrador das Copas seja linchado em praça pública. Ora, vão pros quintos dos infernos, seus hipócritas! Pronto. Falei!

A NUVEM NEGRA ESTÁ INDO EMBORA

Anda melhorando o astral pelos lados do Palácio Tancredo Neves. Depois de muitas dificuldades, algumas imensas e que pareciam intransponíveis, o prefeito Hildon Chaves começa a viver um período de menos tensão, ao menos. O início de um pacotaço de obras de asfaltamento na zona leste; o programa de limpeza total em vários bairros; a operação tapa buracos, que está melhorando a situação de dezenas de ruas; um pouco de paz na saúde, depois da última troca de comando e a possibilidade, enfim, de solução para o transporte escolar, formam um grupo importante de boas notícias, que amenizam a crise que parecia não querer sair da região da Prefeitura. Some-se a tudo isso a inauguração de duas obras federais, importantes para a Capital. Na sexta, foi aberto novamente o porto do Cai N´Agua, com pesados investimentos, depois de longa paralisação. E dia 2 de julho, a maior obra de todas: os dois viadutos da BR 364, na Campos Sales. As coisas, enfim, estão melhorando para a vida do prefeito Hildon Chaves e do seu governo.

TEM CASA, FALTA QUALIDADE!

Melhorou muito o sistema e habitação popular em Porto Velho, graças aos programas nacionais, mas também ao apoio do Governo do Estado e, na Capital, da Prefeitura de Porto Velho. Afora os grandes empreendimentos já entregues – como o Orgulho do Madeira, com seus quase 4 mil moradores - , nesta segunda outro grande conjunto habitacional será entregue, ao menos parcialmente, para os primeiros 1.696 moradores. Trata-se do Morar Melhor, onde outros 816 moradores sorteados receberão seus apartamentos numa próxima etapa. Milhares de famílias foram beneficiadas em Porto Velho, Ji-Paraná e outras cidades. No total, mais de 20 mil unidades habitacionais foram construídos em todo o Estado. Só na Capital, através do programa Morada Nova, do governo estadual, mais três mil famílias receberão imóveis novos ainda durante 2018. O que está faltando ainda, nestes locais, é dar melhor qualidade de vida aos moradores, porque há em alguns deles ainda falta de água; total insegurança púbica e outras deficiências. Mas para um Estado onde a falta de habitação popular era absurda, avançamos muito nos últimos anos.

PRESIDENTE HONRADA

Pelo menos por pouco mais de 24 horas, estaremos livres de Michel Temer, Rodrigo Maia, Eunício Vieira e gente desta laia. O Brasil começa a semana com uma nova Presidente da República. Uma pena que seja por tão pouco tempo! Pela segunda vez em poucas semanas, a ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo, vai ficar no comando no país. Temer e os presidentes dos dois poderes do Congresso vão viajar ao exterior. O presidente Temer vai à Argentina, participar de uma reunião do Mercosul (pra que ele serve, exatamente?) e tanto Maia quanto Eunício também estarão fora do país. Os três poderiam ficar alguns meses por lá, mas infelizmente Temer volta na segunda à noite e já na terça, reassume o poder. Dona Carmem ao menos dará, embora por poucas horas, um pouco de honradez e respeito ao cargo que vai ocupar interinamente.

FONTE: Sergio Pires

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