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Presidenciáveis pregam reforma da Previdência e revisão da lei trabalhista
A questão econômica esteve no centro do debate – o assunto mais comentado foi a urgência em se fazer a reforma da Previdência
Presidenciáveis pregam reforma da Previdência e revisão da lei trabalhista
© AFP Os candidatos à presidência da República: Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE) e Henrique Meirelles (MDB), durante debate promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília (DF) – 04/07/2018

Em evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, nesta quarta-feira, seis dos pré-candidatos à Presidência da República na eleição deste anoapresentaram suas propostas para o país. A questão econômica esteve no centro do debate – o assunto mais comentado foi a urgência em se fazer a reforma da Previdência, tentada, mas não implementada pelo presidente Michel Temer (MDB). Além disso, parte dos presidenciáveis citaram a importância de rever a reforma trabalhista, vigente desde novembro passado.


Estiverem presentes ao evento os ex-governadores Geraldo Alckmin (PSDB) e Alvaro Dias (Podemos), os ex-ministros da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT)o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL)e a ex-senadora Marina Silva (Rede).


O tucano criticou a existência de dois regimes previdenciários no país. “Par ao trabalhador da indústria e do comércio, a média de (valor da) aposentadoria é de 1.391 reais. E ninguém passa de 5.000 reais. O setor público federal pode escolher: 8 (mil reais), 17 (mil reais) e 27 mil reais de média”, afirmou. Por isso, prometeu, se eleito, avançar na agenda das reformas nos primeiros seis meses de mandato. ”A força do voto da democracia é fundamental e eu diria que os primeiros seis meses são essenciais para fazer as reformas que precisam ser feitas”, disse. “A reforma é para ontem, fazê-la rapidamente, tudo no primeiro semestre do ano que vem. Quanto mais rápido fizermos, recuperamos a confiança”, acrescentou. 


Bolsonaro também sinalizou a necessidade da reforma, mas não deu detalhes sobre sua proposta. Para o deputado federal, o Brasil está “praticamente insolvente” e, por isso, é necessário rever o comprometimento do orçamento com despesas obrigatórias. O pré-candidato do PSL criticou, ainda, a proposta que Temer tentou, sem sucesso, aprovar no seu governo. Para ele, o modelo era ”um remendo novo em calça velha”. 


Para Alvaro Dias, alguns pontos merecem atenção especial quando o assunto é a reforma da Previdência. ”Não há como evitar a idade mínima e não há como não convergir os sistemas público e privado. Não se fará reforma da Previdência sem eliminar privilégios de autoridades”, defendeu. Sobre a reforma trabalhista, criticou o mecanismo de trabalho intermitente e a possibilidade de mulheres lactantes trabalharem em locais insalubres.


Ciro Gomes defendeu a realização de uma consulta popular durante a discussão do regime previdenciário. ”Não vamos sair do atoleiro sem um amplo diálogo. Não estamos virando o jogo. Estamos afundando estrategicamente como nação”, apontou. Por outro lado, o presidenciável do PDT classificou como ”selvageria” a reforma trabalhista em vigência. “50 milhões de compatriotas nossos estão vivendo o pão que o diabo amassou na informalidade. Vamos colocar a mão na consciência, cavalheiros”, criticou.


Quem também enfatizou a importância da discussão sobre a reforma trabalhista foi Marina Silva. Para a pré-candidata da Rede, ”a reforma trabalhista carece de mudanças e de revisão para de fato significar modernização”. Quando perguntada sobre o que alteraria, ela divergiu de Alvaro Dias, ao defender a autorização para que mulheres grávidas possam trabalhar em locais insalubres, se os médicos liberarem. Marina disse, ainda, que estes pontos vulneráveis no texto atual são frutos da forma ”atabalhoada” com a qual ele tramitou no Congresso. “A reforma tinha como sinalizador aumentar empregos, o que ainda não se efetivou”, ponderou.


Sem entrar em detalhes, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles defendeu a reforma da Previdência, para ”criar igualdade”. Além disso, apontou, como fator positivo da reforma trabalhista a diminuição dos processos contra empresas.


 


O que defenderam os candidatos no evento da CNI


 


 


Geraldo Alckmin (PSDB)


 


 



  • Reforma da Previdência

  • Reforma tributária

  • Redução do imposto de renda para pessoa jurídica

  • Redução do estado


 


 


Jair Bolsonaro (PSL)


 


 



  • Reforma da Previdência

  • Redução do número de ministérios de 29 para 15

  • Maior participação da iniciativa privada na economia

  • Redução do estado


 


 


Ciro Gomes (PDT)


 


 



  • Reforma da Previdência

  • Revisão da reforma trabalhista

  • Atuação na política de câmbio e juros


 


 


Alvaro Dias (Podemos)


 


 



  • Reforma da Previdência

  • Revisão da reforma trabalhista

  • Listra tríplice para indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal

  • Revisão da PEC dos gastos públicos

  • Redução dos privilégios para evitar supersalários de servidores

  • Refino do petróleo no Brasil para baratear seu custo


 


 


Marina Silva (Rede)


 


 



  • Revisão da reforma trabalhista

  • Maior autonomia às instituições financeiras

  • Reforma tributária e redução dos juros

  • Reforma política (mandato único de 5 anos no Executivo)


 


 


Henrique Meirelles (MDB)


 


 



  • Reforma da Previdência

  • Reforma trabalhista

  • Simplificação do sistema tributário

  • Aumentar a competitividade no mercado brasileiro



 


(com Estadão Conteúdo)

FONTE: veja

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