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18/09/2018 ás 13h01

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Oito líderes de facções são transferidos para presídio federal em Rondônia
Dois deles são condenados a quase 100 anos de prisão. Secretário de Segurança Pública afirma que montou 'operação de guerra' para a transferência.
Oito líderes de facções são transferidos para presídio federal em Rondônia

Uma operação foi montada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP) para transferir oito presos de alta periculosidade e líderes de facções criminosas para a Penitenciária Federal de Porto Velho, nesta segunda-feira (17). A informação é do titular da pasta, Irapuan Costa Júnior. “Eles são responsáveis por ordenar a maior parte dos homicídios ocorridos na capital nos últimos meses”, afirmou o secretário, durante entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda.

“Eles são os oito presos mais perigosos de Goiás. Podemos afirmar com segurança que a maioria dos assassinatos ordenados na capital são comandamos pelos indivíduos que foram hoje transferidos. Eles ficarão segregados e não poderão dar ordens de crimes”, disse Irapuan Costa Júnior.

A ação que resultou na transferência dos presos começou há dois meses e contou com todos os órgãos da SSP. Também foram necessárias autorizações do Poder Judiciário estadual e nacional. Após a secretaria conseguir as vagas, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) foi quem definiu para onde os detentos seriam transferidos. Eles foram levados em um avião da Força Aérea Nacional (FAB).

“Não foi uma operação fácil de ser efetivada. Foi uma operação de guerra, a inteligência trabalhou para que mantivéssemos o maior sigilo possível para que não houvesse rebeliões nas prisões ou manifestações do lado fora”, afirmou o secretário.

Segurança reforçada

A segurança nos presídios segue reforçada para evitar rebeliões em resposta à transferência dos líderes. “As nossas forças estão prontas e aptas para atuar caso haja qualquer movimentação. Temos capacidade operacional de estar operando em unidades de Goiânia e do interior”, disse o diretor-adjunto da DGAP, coronel Agnaldo Augusto da Cruz.

De acordo com a SSP, também são tomadas medidas para evitar que presos ordenem crimes de dentro dos presídios goianos.

“Estamos contratando o serviço de bloqueio de celulares e não o de aquisição de equipamentos porque a tecnologia muda muito rápido. Também estamos incrementando ações no sentido de reforçar a fiscalização da entrada desses itens nos presídios”, afirmou o coronel.

Presos com até 100 anos de pena
Os presos transferidos são:

Sérgio Dantas da Silva Filho
condenado a 24 anos e 9 meses de prisão
José Constantino Júnior
condenado a 31 anos e dois meses de prisão.
Renato Pereira do Nascimento
condenado a 23 anos de prisão
Carlos Alberto Lopes
condenado a 94 anos e três meses de prisão.
Natair de Moraes Júnior
condenado a 41 anos e 2 meses de prisão
Heully Rios dos Santos
Condenado a 49 anos e 6 meses de prisão;
Fernando Alves Motta
Condenado a 26 anos e 4 meses de prisão;
Flávio Fernandes da Silva
Condenado a 97 anos e 7 meses de prisão;
De acordo com o gerente de inteligência estratégica da SSP, delegado Kleber Toledo, além das condenações, todos os presos foram indiciados por homicídios, sendo que apenas Sérgio tem envolvimento com 15 mortes. A maioria também responde por tráfico de drogas, roubos e associação criminosa.

Toledo também ressaltou o fato de Flávio ter quase 100 anos de prisão. “Indivíduo extremamente perigoso que exerce liderança na Penitenciária Odenir Guimarães”, afirmou.

O delegado também destacou que muitos foram alvo de ações da Polícia Civil. Entre elas a Operação Livramento, quando Sérgio Dantas da Silva Filho foi uma das 52 pessoas indiciadas por integrar uma organização criminosa voltada à liberação irregular de presos. Os envolvidos falsificavam alvarás, vendiam certidões e atestados médicos, cometiam extorsões no processo de triagem entre outros crimes.

FONTE: diariodaamazonia

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