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10/06/2019 ás 08h48

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Médico é preso em flagrante, acusado de cobrar para realizar exames dentro do Hospital Regional
Conforme o relato do diretor clínico do HR, um homem de 87 anos também teria pagado pela realização de exames cardiológicos dentro do hospital público
Médico é preso em flagrante, acusado de cobrar para realizar exames dentro do Hospital Regional
Médico e preso  emflagrante, por cobrar exames particulares realizados dentro do Hospital Regional de Vilhena. O fato aconteceu ontem à noite, foi comunicado pela própria direção da unidade e a ação policial acompanhada pelo representante do Conselho Regional de Medicina no Cone Sul, o oftalmologista Marco Túlio de Freitas Teodoro.
De acordo com a narrativa policial, uma mulher de 46 anos relatou ao diretor clínico do HR, Romualdo de Andrade Kelm, 64 anos, os detalhes da cobrança ilegal que teria sido feita pelo cardiologista Charles Novaes de Almeida, 44. Ele teria cobrado do marido de uma paciente identificada como Marina de Araújo Giniu, 46 anos, Nelson Amancio de Oliveira, a quantia de 380 reais, referente à realização de um exame de ecocardiograma, que deveria ser realizado em clínica particular.
A suposta cobrança teria sido feita no período da tarde, quando o acusado emitiu até recibo no valor pago pelo marido da paciente. Já à noite, quando a mulher voltou ao hospital público, Charles a levou para uma sala dentro do próprioRegional e, usando um aparelho móvel, realizou o exame.
“O comunicante Romualdo (Diretor Clinico) ouvindo o relato da Vítima Marina de Araújo e confrontando com o prontuário médico, em que o Medico Charles é Plantonista no dia de hoje, fez o pedido de exame para Ele mesmo realizar dentro do hospital Regional, sendo esse exame pago pelo paciente, o que é contra a ética medica”, revela um trecho da ocorrência policial, na qual Romualdo consta como comunicante dos fatos.
Conforme o relato do diretor clínico do HR, um homem de 87 anos também teria pagado pela realização de exames cardiológicos dentro do hospital público. A filha dele teria relatado o fato ao médico comunicante, levando-o o acionar a polícia e o CRM.
Ao ser questionando sobre o procedimento, o médico denunciado não prestou os esclarecimentos e foi levado, sem o uso de algemas, para a Unisp. Mas, enquanto ele seguia para a Delegacia de Polícia Civil, uma outra viatura da PM permaneceu no hospital, e flagrou quando uma funcionária de Charles, uma garota de 25 anos, deixava a unidade, levando o equipamento usado na realização dos exames.
Ao ser abordada, a jovem disse que havia sido chamada pelo cardiologista para auxiliar na realização dos exames dentro do hospital e que deveria levar o aparelho após o procedimento. Junto com o equipamento, que foi apreendido, estavam laudos e recibos emitidos em nomes das vítimas.
O site não teve acesso ao depoimento do médico acusado, que foi liberado após o interrogatório. Também foram ouvidos pela polícia, como comunicantes do fato, o próprio Romualdo, o diretor clínico do HR, Faiçal Ibrahim Akkari, diretor geral da unidade, e o representante do CRM, Marco Túlio.
O site vai tentar ouvir a versão do acusado, uma vez que não teve acesso ao depoimento dele na Unisp.

 

FONTE: Folha do sul

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