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INTERNACIONAL
Testes com mísseis na Coreia do Norte têm poder de levar a um conflito mundial
Coreia do Norte tem entre 12 e 20 bombas nucleares, segundo CRF
Tiger Nova Brasilândia - RO
Postada em 12/07/2017 ás 09h59
Testes com mísseis na Coreia do Norte têm poder de levar a um conflito mundial

Nos mares revoltosos do Pacífico, se iniciou para os Estados Unidos a Segunda Guerra Mundial. Isso mostra que a Ásia tem uma importância estratégica e, enquanto os holofotes em geral ficam mais voltados ao Oriente Médio e Europa, o continente tem se tornado palco onde atuam os mesmos interesses predominantes nas outras regiões. Como irmãos com DNA muito parecidos.

As manobras de Kim Jong-un na Coreia do Norte, portanto, vão muito mais além dos delírios de um excênctrico ditador e podem, não por seu desejo infantil de grandeza, levar a um conflito de fortes repercussões, na opinião do especialista em Inteligência, Ricardo Gennari, especialista em Inteligência Estratégica, professor da FIA/Fipe, da USP, em pós-graduação em Contra-Inteligência Empresarial, e diretor executivo da Tróia Intelligence Consultoria.

— Nos dois ambientes, tanto no Oriente Médio quanto na Ásia, há os mesmo interesses, a geopolitica vai movimentando-se pelos continentes e, quando chegam à Ásia, os interesses ficam claros principalmente para os atores envolvidos diretamente, como a China, a Rússia, os Estados Unidos, o Japão, a Coreia do Sul e Coreia do Norte.

O CRF (Conselho de Relações Internacionais) afirma que a Coreia do Norte tem entre 12 e 20 bombas nucleares, produzidas principalmente devido aos recursos naturais do montanhoso país. O orçamento militar é projetado para ser de US$ 7,5 bilhões (R$ 24,7 bilhões) em 2017. E o exército é composto por mais de 1 milhão de soldados.

As ameaças do mandatário da Coreia do Norte, nação que tem organizado testes de mísseis nucleares de longo alcance, mostram, na opinião do especialista, que o país não tem tanto a perder com essa provocação. O interesse do líder, afinal, não parece ser evitar as mazelas da população local, que já passou por um extenso período de fome em 1994. Sanções, portanto, arranham sua megalomania patológica muito mais do que o objetivo de dar estabilidade ao país.

— Tal instigação hostil, principalmente aos seus adversários ou inimigos como Coreia do Sul e Japão, pode culminar em um conflito generalizado de proporções inimagináveis, trazendo outros atores como China, Estados Unidos e Rússia.

Sanções inéditas

Mimado, Jong-un sabe que agitar a Coreia do Norte causa repercussão na Coreia do Sul, já que ambas formam uma península muito cobiçada por Japão e China nos séculos 19 e 20. E a história é o principal fator a pesar no fato de a China não romper definitivamente com o antigo aliado, a Coreia do Norte.

— A dificuldade para que esse processo de ameaças seja encerrado vem também do fato deste ser uma continuidade das hostilidades históricas entre Japão e China. Hoje a China jamais vai entrar direto em um confronto, pelo menos até esse momento, porque os interesses econômicos e negócios com o Japão são grandes. Mas não podemos nos esquecer que a China tem um histórico de três guerras com o Japão.


Bem que a China até aplicou inéditas sanções ao regime de Jong-un, bloqueando, de fevereiro até dezembro de 2017, exportações de carvão. Isso mina o fôlego econômico do parceiro, já que 90% das exportações de carvão da isolada Coreia do Norte são direcionadas à China. China e Coreia do Sul também são os maiores doadores de alimentos para a Coreia do Norte.

Em relação ao petróleo, os chineses exportam cerca de 90% do que é consumido na Coreia do Norte, a preços subsidiados. Por outro lado, a Coreia do Norte interessa, inclusive à Rússia, porque tem gás, cobre, e muitas riquezas minerais. Substâncias aliás, utilizadas em equipamentos fabricados na China. A China já está agindo como mediadora, mas é preciso mais, na opinião de Gennari. A relação portanto, é complexa. A solução, no entanto, nem tanto.

— Há duas maneiras de encerrar as provocações norte-coreanas. Uma é a intervenção militar direta no país. A outra é a China definitivamente dar uma "ordem" para a Coreia do Norte parar com as hostilidades. Mais do que as sanções ocidentais, a China tem como fazer a Coreia do Norte parar.

FONTE: R7
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